O amor e a liberdade…

1 ago

Só a morte é séria, o amor é para ser divertido. Não se pode exigir que se comporte à imagem e semelhança de outrem pois o que ele oferece já é necessário para seguir adiante: A vontade de dar certo.

Ignoro toda e qualquer motivação pela disputa. Não é necessário perca de tempo, na vida se é igual a vitrine de uma joalheira para a mulher com seus diferentes quilates. Não sou uma meia hora.

A insatisfação permanente vive “terminando de terminar” estraga a convivência, sequestrando os dias e exigindo a eternidade como resgate. Não entro em um pote, tenho medo de ser aprisionada. Não me transformo em um bonsai, não adianta tentar manter o controle absoluto das raízes, da sombra e da água. Bonsai perece pelo excesso de cuidado.

A felicidade é efêmera. Penso menos e desejo mais.

O amor não tolera a ganância, porque liberdade na vida, é ter um amor para se prender.

(PS.: Texto adaptado a partir de algumas citações do Carpinejar)

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Dando a volta por cima…

1 jul

No elevador do filho de Deus

A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida
Que eu já tô ficando craque em ressurreição.
Bobeou eu tô morrendo
Na minha extrema pulsão
Na minha extrema-unção
Na minha extrema menção
de acordar viva todo dia
Há dores que sinceramente eu não resolvo
sinceramente sucumbo
Há nós que não dissolvo
e me torno moribundo de doer daquele corte 
do haver sangramento e forte 
que vem no mesmo malote das coisas queridas 
Vem dentro dos amores
dentro das perdas de coisas antes possuídas
dentro das alegrias havidas

Há porradas que não tem saída 
há um monte de “não era isso que eu queria”
Outro dia, acabei de morrer
depois de uma crise sobre o existencialismo
3º mundo, ideologia e inflação…
E quando penso que não 
me vejo ressurgida no banheiro
feito punheteiro de chuveiro
Sem cor, sem fala
nem informática nem cabala
eu era uma espécie de Lázara
poeta ressucitada
passaporte sem mala
com destino de nada!

A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida
ensaiar mil vezes a séria despedida
a morte real do gastamento do corpo
a coisa mal resolvida
daquela morte florida
cheia de pêsames nos ombros dos parentes chorosos
cheio do sorriso culpado dos inimigos invejosos 
que já to ficando especialista em renascimento

Hoje, praticamente, eu morro quando quero:
às vezes só porque não foi um bom desfecho
ou porque eu não concordo
Ou uma bela puxada no tapete
ou porque eu mesma me enrolo
Não dá outra: tiro o chinelo…
E dou uma morrida!
Não atendo telefone, campainha…
Fico aí camisolenta em estado de éter
nem zangada, nem histérica, nem puta da vida! 
Tô nocauteada, tô morrida!

Morte cotidiana é boa porque além de ser uma pausa 
não tem aquela ansiedade para entrar em cena
É uma espécie de venda
uma espécie de encomenda que a gente faz
pra ter depois ter um produto com maior resistência
onde a gente se recolhe (e quem não assume nega)
e fica feito a justiça: cega
Depois acorda bela 
corta os cabelos 
muda a maquiagem
reinventa modelos
reencontra os amigos que fazem a velha e merecida
pergunta ao teu eu: “Onde cê tava? Tava sumida, morreu?”
E a gente com aquela cara de fantasma moderno, 
de expersona falida: 
– Não, tava só deprimida.

Projeção afetiva para o novo milênio

26 abr

“Muito do que chamam de amor por ai, não passa da vontade de atender a convenções sociais (de ter que ter alguém), de projeção afetiva (onde o outro é uma mera muleta), do medo de ficar só, da necessidade de ter poder sobre o outro, de interesses financeiros ou de perpetuar a espécie. É raro ver uma conexão entre duas pessoas que tenha como essência a vontade de estar junto, de compartilhar somente, sem dependência ou falsas expectativas. Duas pessoas inteiras que estão juntas porque querem e não porque precisam. Enfim…devo ser uma romântica sem jeito, mas, prefiro mil vezes a solitude a um “amor inventado” e cheio de conveniências do ego”. (Li em algum lugar que não lembro mais e resolvi registrar…rs).

MPB da melhor qualidade…

22 fev

Quarta-feira de cinzas terminando e acabou o tão esperado carnaval. Falei nele o ano inteiro e não curti como gostaria.

Muito cansaço acumulado de duas semanas intensas de nova rotina e compromisso com os estudos me proporcionaram um feriadão mais tranquilo e recheado de boas noites de sono. Muita chuva durante as noites e até às 10 horas da manhã, fazendo com que todo mundo permanecesse em casa e as redes coladinhas na varanda. Família reunida, comidinha da vovó e curtir as tardes entre partidas de uno, aliado e Lagoa de Arituba. Descansar…

Esta última palavra deixo meio torta. Nas casas dos arredores potentes paredões de som, com direito a jogo de luz e seus donos fazendo do meio da rua boate. O tão esperado Barreta Gay (Bloco tradicional da segunda à tarde), veio com um trio emocionando os foliões. Set list?

1. Infinca;

2. Quico;

3. Puta que pariu;

4. Disco de Raul;

Após repetir umas 10 vezes, tocavam a do Latino (Kuduro, é assim mesmo que se escreve?) e a do Teló. Daí voltava o set list inteiramente igual. É a Banda Top 10 agitando Barreta com organização de Boka. rs. #ironia E na época do Bonde do Tigrão, eu ainda reclamava que a música era ruim, só não sabia que estava ouvindo MPB da melhor qualidade.¬ Passei o Barreta Gay olhando as ‘coreografias’ alheias, pois dançar aquilo estava fora de cogitação. Mas…

Valeu pelo descanso, pela minha família reunida, pelos meus pais que foram passar a terça-feira comigo, pela praia em si. Só não valeu pelo fato de não ter conseguido falar com Clau antes (Furona. Hunf! ¬).

Meu tio Júnior de Robert na foto… rs

Como dizem que o ano começa oficialmente após o carnaval… E que venha 2012 pois tenho muito o que ‘suar a camisa’. No próximo quero só sombra e água fresca. E outros detalhes…

Mate a vaca da sua vida!

9 fev

Este título parece daqueles em que você olha e pergunta “Que porra é essa?”

Um certo dia, dois franciscanos andando por uma determinada área, pararam numa residência de aspecto abaixo da linha de pobreza. Ao baterem na porta, atendeu-lhes um senhor bastante maltrapilho, com a dentição totalmente apodrecida, barba por fazer e cabelos não cortados há séculos. Um dos religiosos pediu água e enquanto tomava perguntou-lhe como vivia aquela família.

O morador então informou-lhe que sua família sobrevivia de uma vaca bastante magra que estava amarrada lá fora, a qual dava um pouco de leite que era suficiente para a sobrevida de sua família. Ao irem embora, os religiosos comentavam sobre o que poderiam fazer para ajudarem aquele pessoal miserável. De repente, o mestre parou e disse: “Vai lá, desamarra aquela vaca e a empurra do precipício.” Sem perguntar o por que e acreditando fielmente na sabedoria do seu mestre, foi lá e matou o animal.

Quatro anos depois, retornaram ao local e observaram uma mansão no lugar do casebre, como muitos animais e plantações. Curiosos, foram até lá para pedir água e saber qual família residia lá naquela nova casa. Surpresos, deram de cara com o mesmo senhor, atualmente bem vestido e tratado e perguntaram o que havia acontecido para que sua vida mudasse tanto. O pobre homem respondeu que anos atrás mataram a única fonte de sobrevivência de sua família, obrigando-o a buscar o sustento fora do seu quintal. Certo dia, ele ao tentar cavar um poço, conseguiu achar água, para que ele pudesse criar animais e plantar, mudando completamente a sua vida.

Moral da história: O homem estava bitolado a não dar novos passos e a buscar somente o que estava ao seu alcance.

 Todo mundo tem uma vaca na vida da qual gostaria de se livrar. Eu tenho várias e óbvio que o animal é uma metáfora. O ano de 2012 veio com metas, as quais pretendo cumprir.

Liguei o foda-se e redefini as prioridades. Sem mais.

 

Veraneio é assim…

9 jan

Depois de muito trabalho lá vem ele: O merecido descanso. Sol, mar, muita coca cola, comidinha da vovó e da mamãe juntas, família, e vai embora aquele estado branco esverdeado do ano inteiro. Olho para os meus avós (e padrinhos) e vejo o vô de muletas andando devagar me dá um aperto no coração. Quero muito estar perto enquanto posso. Não sei vocês, mas família (Não interessa se é boa ou ruim) é tudo na vida da gente! Por isso ADORO essa época em que todo mundo se reúne numa mesma casa, em situações diferentes do cotidiano. Não tem preço.

Vista da igreja, local mais alto da praia. Celular só pega de lá. ¬¬

AMO chegar em Barreta e odeio ir embora. Ficar literalmente ilhado é para poucos, lá o celular não pega, não tem internet, ou seja, você passa por um processo de desintoxicação das tecnologias, porém, não do barulho. O hit do verão é a Dança do Infinca, da Banda Grafith #umamerdasó que toca TANTO, que realmente infinca na sua cabeça. ¬¬

Na tentativa de acabar com a pança (resultado do acúmulo de 2011), caí no jogo do frescobol e me encontro quebrada. Só pra variar… Academia, me aguarde.

O bom disso tudo é rever os primos do interior e o resto da família e amigos que chegam junto com o fim de semana. Lá vem a cerva, praia às 10h00 da manhã, e dois carros de gente se aventurando por novos caminhos… Tio Júnior querendo ‘conhecer’ ótimos lugares para o banho, conseguimos um ser que ensinou direitinho como chegar: “O sinhô drobra aqui, depois drobra ali, depois drobra de novo assim e segue reto”. (Y) Obrigada meu filho, a sua informação foi de grande satisfação para nós. ¬¬ Chegamos ao local tão falado: Juro que senti o quanto ia tomar banho na borra dos cavalos alheios. SEM MAIS. Óbvio que não ficamos e partimos em direção ao Balneário da Boa Cica, lugar de água limpíssima, som ‘ambiente’ de péssima qualidade e boa companhia.

Volto a Natal por dois dias para consultas médicas e retorno à praia pra curtir o ‘restinho’ da minha folga. Melhor que isso, só fechar o fim de semana com um belo banho de chuva na praia (Fim da tarde), daqueles de doer na pele, pra lavar tudo de ruim do ano que passou.

Clau, só faltou você aqui pra gente andar na areia com os pés descalços. #interna

E que venha 2012!

Fim de ano pra ficar na história

1 jan

Fim de ano é sinônimo de correria com compras, preparativos para a ceia de ano novo e etc. Estive até a cabeça de muito trabalho. É. Começando das 6:30 da matina até às 19h00. Não tive tempo de ir às compras, de passar na casa dos meus familiares pra desejar feliz ano novo, muito menos de ir ao salão. Me despedi dos meus pais às 11h00 da matina não imaginando que tudo valeria a pena.

Preocupações, preparativos, conferência de vendas e layout 1, 2, 3,… vezes. Dia 31 foi O dia junto com grande parte da noite. O melhor de tudo foi ver a satisfação do nosso público, entre hóspedes e passantes, nossa festa bombou com lotação máxima!

Fomos nos arrumar na casa da Dadai, liguei pra Clau, falei com meus pais e algumas outras pessoas especiais e parti pro abraço!

A melhor festa de Réveillon da minha vida!

E o hit foi:

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